A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) recebeu o Seminário ASPI – Propriedade Intelectual e Inovação na Indústria de Energia e Hidrogênio Verde, realizado pela Associação Paulista da Propriedade Intelectual (ASPI) e pelo SENAI Ceará. O encontro reuniu especialistas, representantes do setor produtivo, instituições de pesquisa e gestores públicos para discutir o papel da propriedade intelectual no desenvolvimento de setores estratégicos para o Ceará.
A programação abordou temas como startups e tecnologia, energias renováveis e hidrogênio verde, economia do mar e logística portuária, além do futuro da propriedade intelectual no desenvolvimento regional. Os debates aproximaram diferentes atores do ecossistema de inovação e colocaram em pauta a importância de proteger e transformar conhecimento em soluções, negócios e competitividade.
Na abertura, a presidente da ASPI, Soraya Imbassahy de Mello, destacou a importância de ampliar a discussão sobre propriedade intelectual para além dos ambientes jurídicos e aproximá-la das empresas, da inovação e das novas cadeias produtivas.
“A ASPI vem realizando seminários regionais a partir das vocações de cada estado e, no Ceará, identificamos a força da indústria de energia e o protagonismo do hidrogênio verde. Trazer essa discussão para cá é muito importante, porque o estado está diretamente ligado à inovação no país. Ficamos muito felizes em construir essa agenda junto à FIEC e ao SENAI Ceará”, declarou Soraya.
O gerente da Unidade de Inovação e Tecnologia do SENAI Ceará, Tarcísio Bastos, ressaltou o papel da instituição na aproximação entre conhecimento, tecnologia e necessidades reais da indústria.
“A propriedade intelectual é fundamental para dar segurança a quem investe em inovação e no desenvolvimento de novas tecnologias. Quando protegemos uma patente, um software ou uma marca, criamos condições para que esse conhecimento gere novas oportunidades e riqueza. Essa discussão ganha ainda mais importância em setores estratégicos, como energias renováveis e hidrogênio verde”, destacou Tarcísio.
Propriedade intelectual conectada às novas economias
Durante o painel sobre Energias Renováveis e Hidrogênio Verde, a assessora para Transição Energética do SENAI Ceará, Isabela Maciel, apresentou algumas das iniciativas que a instituição vem desenvolvendo para preparar profissionais para as novas demandas do setor. Entre elas estão projetos internacionais voltados à segurança no armazenamento, distribuição e operação com hidrogênio verde, que já capacitaram profissionais no Ceará, Piauí e Pernambuco; a ampliação da infraestrutura para formação em sistemas de armazenamento de energia com baterias; e cursos relacionados a data centers, como cibersegurança, cabeamento estruturado e fibras ópticas.
“O SENAI Ceará vem se antecipando às novas demandas do mercado, estruturando laboratórios, cursos e projetos para preparar profissionais para setores que estão crescendo no estado. Já avançamos na formação para hidrogênio verde, armazenamento de energia e data centers. Nosso objetivo é conectar essas oportunidades à mão de obra local e garantir que os cearenses estejam preparados para ocupar esses novos postos de trabalho”, disse.
A programação também abordou o papel da propriedade intelectual no desenvolvimento de startups e hubs tecnológicos e, no período da tarde, avançou para as oportunidades relacionadas à economia do mar, logística portuária, descarbonização e transformação dos portos em ambientes cada vez mais tecnológicos e competitivos.
Para o superintendente Regional Nordeste do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Eduardo Andrade Bemfica, a aproximação entre propriedade intelectual e setor produtivo contribui para criar um ambiente mais favorável à inovação.
“Quando empresas e pesquisadores compreendem a propriedade intelectual como parte da estratégia de inovação, aumentam as possibilidades de transformar conhecimento em ativos, negócios e desenvolvimento. Encontros como este ajudam a aproximar o tema do setor produtivo e a fortalecer uma cultura de proteção e valorização daquilo que é desenvolvido no país”, afirmou Eduardo.

