A região Nordeste soma 30 projetos de data centers em fase de estudo, atraídos pela fartura de energia limpa da região, mas o crescimento da demanda esbarra no gargalo da rede de transmissão, segundo estudo prospectivo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Os projetos mapeados pela EPE somam demanda conjunta de 8,3 gigawatts até 2038 só na região. No mesmo horizonte, a cadeia de hidrogênio, outra atividade intensiva em eletricidade, tem interesse declarado em 21 projetos e 26,7 gigawatts de potência, o que amplia a disputa por espaço na rede nordestina.
Camylla Melo, especialista do núcleo de energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, resume o apelo da região com uma comparação direta. “A gente faz um casamento perfeito aqui quando a gente pensa em energia em abundância, conectividade com os cabos submarinos que chegam à Praia do Futuro, quando a gente pensa no porto”, afirma.
Para Melo, o custo elevado da energia é o que mais pesa na conta de um data center. “O maior custo que temos hoje no data center é a energia. Então, a gente incentivar que essa energia utilizada seja renovável vai no caminho da transição energética como um todo. O Ceará tem energia eólica, solar, abundante”, diz.

