O Brasil se prepara para um novo ciclo de investimentos em energia limpa, com potencial de movimentar cerca de R$ 900 bilhões até 2050 por meio da expansão da energia eólica offshore. A projeção, baseada em levantamento do Banco Mundial, ganha força com o lançamento da Coalizão Eólica Marinha (CEM), iniciativa que reúne grandes players globais interessados no desenvolvimento da geração de energia dentro do mar.
O lançamento da CEM será realizado nesta terça-feira (7), em Brasília, em um momento decisivo para o setor, logo após o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovar a resolução estabelecendo o marco legal das eólicas offshore. Dessa forma, abrindo caminho para regulamentação e concessão de áreas de exploração no litoral brasileiro. A expectativa é que o decreto com as diretrizes para cessão de áreas seja publicado no próximo mês de maio, acelerando a estruturação do mercado.
Cadeia produtiva e empregos
A nova indústria tem potencial significativo de geração de empregos e desenvolvimento industrial. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o setor pode criar cerca de 500 mil postos de trabalho até 2050. A previsão inclui também a capacidade de geração de até 1.200 gigawatts (GW), distribuídos ao longo das regiões litorâneas do Nordeste, Sudeste e Sul – que possuem ampla vocação para a produção de energia eólica no mar.
Vale lembrar que o Ceará está inserido neste momento, pois além de um extenso litoral com mais de 500 quilômetros de extensão, possui constância e qualidade de ventos, tanto que a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), já possui um atlas revelando o potencial de geração. De acordo com a presidente da CEM, Roberta Cox, o impacto vai além da geração de energia, pois há muito potencial para a geração de postos de trabalho qualificados e expansão industrial, devido à ampla cadeia logística e a infraestrutura necessárias para montar os parques eólicos dentro do mar.




