Com o tema ‘Ceará: O futuro em construção’, a apresentação teve como base dados do Observatório da Indústria Ceará, centro de inteligência do Sistema FIEC, e destacou os principais vetores que vêm ampliando a competitividade do Estado no cenário nacional. Entre os movimentos estratégicos apontados estão a expansão da geração de energia renovável, o potencial para produção de Hidrogênio Verde (H²V), a chegada de grandes empreendimentos internacionais e o fortalecimento da infraestrutura logística e digital.
Para Ricardo Cavalcante, o momento atual representa uma oportunidade de posicionar o Ceará em novas cadeias produtivas globais. “O Ceará vive um momento muito importante, com novos investimentos chegando e oportunidades sendo criadas. É uma excelente oportunidade estarmos aqui com empresários que fortalecem diariamente a economia do nosso Estado para compartilhar esse cenário e mostrar como a indústria cearense está se preparando para o futuro. Espero que tenhamos contribuído para ampliar o conhecimento e estimular novas discussões entre os participantes”, afirmou.
Descarbonização e transição
Durante o encontro, o presidente da FIEC destacou que o Nordeste passou de uma região historicamente dependente de energia para uma das áreas com maior potencial de geração renovável do Brasil. Segundo ele, essa vantagem competitiva abre espaço para novos investimentos ligados à descarbonização industrial. Dentre os principais ativos estratégicos do Ceará para os próximos anos, o Hidrogênio Verde foi apresentado pela capacidade de atrair projetos alinhados à transição energética global.
Além da infraestrutura energética, Cavalcante ressaltou o papel da qualificação profissional e da inovação para sustentar esse novo ciclo. Entre as iniciativas citadas estão os investimentos do Sistema FIEC, por meio do Sesi e do Senai Ceará, em educação, pesquisa e formação de profissionais para setores emergentes, como Hidrogênio Verde e baterias.
Outro destaque foi a capacidade de atração de negócios ligados à tecnologia. Como exemplo, o presidente da FIEC mencionou a instalação do data center da ByteDance, controladora do TikTok na ZPE Ceará – cujas obras estão avançando e representa um investimento de R$ 200 bilhões. Este movimento está diretamente associado à infraestrutura de conectividade de Fortaleza e à oferta de energia renovável a custos competitivos.

