O sistema de transmissão do Nordeste poderá ganhar capacidade para conectar até 4 GW adicionais de grandes consumidores de energia a partir de 2032, abrindo espaço para projetos como data centers e plantas de produção de hidrogênio, em uma das regiões que concentram os maiores potenciais de geração renovável do país.
É o que aponta um estudo prospectivo da EPE (Empresa de Pesquisas Energéticas) que avalia alternativas de expansão da rede elétrica nas regiões de Pecém, no Ceará, e Parnaíba, no Piauí, respectivamente, pólos de atração de novos investimentos industriais associados à transição energética.
A recomendação integra o “Estudo Prospectivo para Inserção de Cargas Eletrointensivas na Região Nordeste”, elaborado pela estatal para subsidiar futuras decisões do MME (Ministério de Minas e Energia) relacionadas à expansão da infraestrutura elétrica.
Evolução progressiva
Em vez de propor uma expansão única e integral desde o início, a EPE recomenda uma configuração escalonável, permitindo que os investimentos sejam realizados à medida que os projetos consumidores efetivamente avancem.
Segundo o estudo, a solução foi concebida para acomodar qualquer combinação de cargas até o limite global de 4 GW entre as duas regiões.
Na prática, o crescimento da infraestrutura poderá acompanhar a materialização dos investimentos industriais, reduzindo riscos de sobrecontratação da rede e evitando a construção antecipada de ativos desnecessários.
A proposta também busca oferecer flexibilidade ao planejamento elétrico diante da incerteza sobre o ritmo de implantação de projetos ligados à economia do hidrogênio e à expansão da infraestrutura digital.




