O Ceará tem se empenhado em consolidar-se como o principal destino da nova fronteira da economia digital brasileira. Com aproximadamente 8,3 GW de capacidade prevista em 30 projetos de data centers em desenvolvimento no Nordeste, cerca de um terço concentrado no estado, e R$ 200 bilhões em investimentos já aprovados para o setor até 2033, o tema dominou o painel “Data Centers na Região Nordeste”, realizado durante a Intersolar Brasil Nordeste, em Fortaleza. Só nos três primeiros meses de implantação da Omnia, mais de R$ 190 milhões foram aportados, com 90% dos contratos firmados com empresas cearenses.
O Ceará conta com 16 cabos submarinos, além de um novo em implantação, baixa latência e elevado potencial energético. O secretário detalhou ainda que o estado soma 643 GW de potencial solar, 94 GW eólico onshore, 117 GW offshore e 137 GW híbrido, base estratégica para sustentar grandes infraestruturas digitais com energia limpa.
Entre os empreendimentos de data centers em curso no Ceará, destacam-se o projeto da ByteDance no Porto do Complexo do Pecém, atualmente em obras, com desenvolvimento conduzido por parceiros como a Omnia; o data center Mega Lobster, da Tecto Data Centers, em Fortaleza, que já está em operação desde 2025, mas segue em expansão com novas fases em obra; além de outros projetos na ZPE do Pecém, também sob responsabilidade de empresas como a própria Omnia, que se encontram em fase de implantação. Esse conjunto inclui ainda iniciativas anunciadas, como o data center da Angola Cables, que está em fase de projeto/planejamento no estado.
“Hoje a estratégia de data center já é uma realidade”, afirmou Fábio Feijó, secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará. “Para você ter uma ideia, só nos primeiros três meses, mais de 190 milhões foram investidos aqui no Ceará e 90% foram contratados de empresas cearenses. Ou seja, efetivamente, esse investimento só na construção está gerando riqueza, está gerando renda, está gerando emprego para as empresas aqui do Ceará.”




