O Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, passou a operar, neste mês, um novo sistema de fornecimento de energia renovável para aeronaves estacionadas nas pontes de embarque. A iniciativa é resultado de parceria entre a Fraport Brasil e a Engie, e substitui equipamentos movidos a diesel ou querosene. A expectativa é de eliminar cerca de 6 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono (CO₂) por ano.
A medida insere o Ceará no debate sobre a descarbonização da aviação, setor considerado um dos mais desafiadores para a transição energética. Atualmente, o transporte aéreo é responsável por aproximadamente 2% a 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo organismos internacionais, e enfrenta pressão crescente de reguladores, investidores e consumidores para acelerar soluções sustentáveis.
“A aviação é um setor complexo, mas temos metas ambiciosas. O Grupo Fraport busca zerar suas emissões até 2045. Esse projeto em Fortaleza é um passo concreto nessa direção”, destacou Andreea Pal, CEO da Fraport Brasil.
Como funciona a inovação
Antes da mudança, aeronaves em solo utilizavam geradores a diesel para manter eletricidade e climatização durante o embarque e desembarque. Agora, os aviões podem ser conectados diretamente às oito pontes de embarque do aeroporto, que passam a fornecer energia limpa.
O novo sistema traz ainda benefícios adicionais: menos ruído no pátio de aeronaves, menor circulação de veículos de apoio e redução no desgaste dos motores auxiliares dos aviões, o que pode gerar economia indireta para as companhias aéreas.
“O processo agora é 100% renovável, integrado às pontes de embarque. Isso diminui poluição, ruídos e custos indiretos para as empresas”, reforçou Pal.
Com o projeto, Fortaleza se consolida como referência nacional em sustentabilidade aeroportuária, alinhando o estado ao movimento global pela energia limpa e ao protagonismo que o Ceará já exerce em energias renováveis, como solar, eólica e, futuramente, hidrogênio verde.




