O Ceará recebeu, na última quinta-feira (27), a visita de Ben Backwell, CEO do Global Wind Energy Council (GWEC), entidade internacional que representa a indústria global de energia eólica. Acompanhado por lideranças do setor, Backwell esteve na sede da Aeris Energy, uma das maiores fabricantes de pás eólicas do mundo, localizada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).
O encontro com o CEO da Aeris, Alexandre Negrão, teve como pauta a situação atual da indústria eólica no Brasil, os principais gargalos enfrentados pelo setor e os preparativos para a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA), em novembro de 2025.
Durante a visita, Backwell destacou a meta de triplicar a capacidade de geração de energias renováveis no Brasil até 2030, colocando o país, especialmente o Nordeste, como protagonista global no avanço da energia limpa. “O Brasil, e em especial o Ceará, possui uma posição estratégica para se tornar um verdadeiro hub de energias renováveis, com capacidade de atender à demanda interna e exportar energia limpa”, afirmou.
Apesar do potencial, Backwell também apontou os desafios que ainda freiam o crescimento da energia eólica no país. Entre eles, a baixa demanda interna, a carência de infraestrutura de transmissão e os entraves na conectividade entre as usinas. Esses fatores, segundo ele, limitam a eficiência e a expansão do setor.
Outro ponto discutido foi o potencial das usinas eólicas offshore, que aproveitam a força dos ventos no mar. Para viabilizar esses projetos, o CEO do GWEC reforçou a importância de políticas públicas, marcos regulatórios claros e incentivos governamentais. “O Brasil pode se tornar um modelo mundial na transição energética, atraindo investimentos e promovendo um crescimento sustentável da matriz elétrica”, destacou.
A visita de Ben Backwell reforça o papel central do Ceará na nova economia verde, com investimentos em tecnologia, infraestrutura e inovação voltados para a produção de energia limpa. O estado já se consolida como referência nacional no setor eólico, e, com o apoio de instituições internacionais, poderá ampliar ainda mais sua atuação no cenário global.




