Em meio à demora do governo federal para concluir a regulamentação do hidrogênio e dos combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, em inglês), o secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, cobrou nesta quarta (29/7) um ambiente regulatório estável para atrair indústrias intensivas em energia renovável para a região e reduzir gargalos como os cortes de geração.
“Essa regulação é fundamental para o desenvolvimento da indústria que vai utilizar essa energia renovável, que vai utilizar essa grande inovação que é o hidrogênio verde, e para a própria produção do hidrogênio verde”, afirmou à agência eixos.
A declaração ocorreu durante o lançamento de uma carta do Fórum Powershoring, iniciativa do Consórcio que, ao lado do Banco do Brasil e ICS, pretende mobilizar R$ 77 bilhões em investimentos industriais de baixo carbono até 2030.
Os decretos que regulamentam o hidrogênio de baixo carbono, o uso de SAF e a captura e armazenamento de carbono (CCS), eram aguardados nesta semana, mas tiveram a publicação adiada pelo governo.
Gabas avaliou que a construção de novas indústrias envolve mudanças estruturais na matriz energética brasileira e, por isso, enfrenta resistências naturais que justificam a demora na publicação dos decretos.
“Pela complexidade que isso envolve na matriz energética, no potencial das empresas de utilizar essa energia e onde nós vamos mexer, onde você já tem outras fontes de energia sendo utilizadas para essa mesma função, é uma disputa natural. Para nós isso é natural. É uma mudança muito forte, pesada e que encontra dificuldades naturais de todo o processo de mudança”.

